quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Teoria XVI - A difícil escolha entre cocô e bosta

Quem conheceu meu avô, Sr. Funico, conta que apesar pouca instrução, era um sujeito muito sábio. Frequentemente era procurado por mais jovens, que buscavam aconselhamento sobre os mais diversos temas.

Diz a lenda que quando dava seus conselhos, ele sempre aproveitava para emplacar um de seus brocardos, sendo que alguns chegavam a ser verdadeiras pérolas.

Hoje falarei sobre um, que apesar de não ser o seu preferido, tem tudo a ver com o momento em que vivemos.

Não é raro, diante da realidade fenomênica, termos apenas duas opções de escolha, seja em relação à um produto, um candidato nas eleições, um caminho a seguir... etc. Também não é raro, encontrarmos situações, que apesar de mais de uma opção, tudo não passa de "mais do mesmo". Melhor dizendo, nenhuma das alternativas é satisfatória. Ou todas são ruins, ou ainda que não inteiramente sofríveis, as escolhas sempre levarão a uma consequência indesejada.

Nestas situações meu avô dizia: "Entre cocô e bosta, não há o que escolher!"

Este brocardo que a primeira vista está se referindo exclusivamente ao "excremento sólido/pastoso expelido pela cavidade anal dos mamíferos", tem significado muito mais amplo, pois considera a difícil escolha entre caminhos que são uma verdadeira "merda".

O alcance do ditado pode ser ainda maior. Fazendo uma reflexão mais profunda, podemos dizer que "cocô", nada mais é que um eufemismo para o excremento. Já o termo "bosta" é uma vulgarização, banalização da "cagada" e costumeiramente o utilizamos para descrever situações ruins.

Na prática, por mais que alguns tentem esconder uma alternativa ruim, "perfumando a bosta", dando nomes "carinhosos" como cocô, caca ou caquinha, por detrás sempre será o mesmo excremento, ou seja, sempre uma opção indesejada.

Portanto, esta teoria é um alerta. Devemos ter cuidado ao analisar as propostas e alternativas. Sempre que estivermos diante da difícil escolha entre cocô e bosta, o ideal é não escolher nenhuma e tentar achar uma terceira alternativa.

Um abraço e até a próxima teoria.

Elvis Almeida

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Livro sobre Modos Gregos agora também na VERSÃO IMPRESSA

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Um abraço,

Elvis Almeida

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Mudança de nome e endereço do meu blog.

Olá amigos.

O blog Teoria do Elvis, enfrentava muitos problemas de identificação de seu conteúdo no buscadores.

Acontece, que a maioria dos visitantes chegavam em meu blog buscando informações sobre teorias acerca do Rei do Rock Elvis Presley. Como existe muitas teorias de que ele ainda está vivo, e muitos fãs interessados neste tema, eles chegavam até meu site que não tem nada a ver com isso.

O meu blog é sobre minhas teorias, tratando das mais variadas matérias. Mesmo curtindo muito a música do meu xará famoso e Rei do Rock, achei melhor trocar o nome a fim de evitar maiores confusões e impedir que os fãs de Elvis Presley se frustrem com o conteúdo que não tem nada a ver com a teoria de que ele está vivo.

Então é isso, espero que continuem curtindo o meu blog.

Abraço.

Elvis Almeida

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Teoria XV - Patriotismo verdadeiro, tem que ser às avessas!

Um jeito diferente de encarar o patriotismo!


Entendo e não tiro a razão de ninguém quando reclama que o Brasil é um país que não toma jeito, que é cheio de "espertinhos", ou melhor, "espertalhões", mas ainda sou muito patriota e vou explicar o motivo.

Penso que é nosso dever tentar, diariamente, fazer um Brasil melhor. Não adianta apenas apontar a problemática, é preciso trabalharmos também na "solucionática" (parafraseando o genial Dadá Maravilha).

O Brasil tem muito concerto, mas chegou a hora de ter conserto também.

Certamente, mesmo sendo mais pobres que o Brasil, há muitos países na América Latina que oferecem muito mais condições de crescimento profissional. Tem piores? Claro que tem... mas também tem muitos melhores e com o PIB (Produto Interno Bruto) irrisório comparado ao nosso.

Aliás, tinha um amigo meu que dizia sempre: "nada contra ser brasileiro, mas acho que se fosse paraguaio, minha vida seria mais fácil". Pior é que acho que ele tem razão, viver no Paraguai deve ser muito mais fácil que no Brasil, apesar de tudo.

Mesmo assim, sabe por que ainda sou patriota?

Simples... porque penso no patriotismo de maneira invertida ao da maioria dos brasileiros (cujo patriotismo é coisa abstrata, intangível, mero fundamento de um governo autoritário).

Meu patriotismo é estilo japonês. Minha pátria começa primeiro com as coisas que mais amo:
1- Minha mulher e futura filha;
2- família e amigos;
3- meu lar;
4- meu trabalho;
5- meu bairro;
6- minha cidade;
7- minha microrregião;
8- meu estado;
9- minha região;
10- meu país.

Nesta ordem de prioridades, eu sou o homem mais patriota do mundo (risos). Sei que quando defendo a minha família (como um todo) estou defendendo um modo de vida que é digno e correto. Estou defendo os exemplos que tive em casa, a minha personalidade, o meu caráter. Isto não quer dizer que eu não erre. Aliás, eu erro muito, mas sempre tentando acertar. Não há remorsos ou arrependimentos quando defendo estes meus "tesouros" daqueles que só querem sugar a nação.

Por isso ainda não perdi a esperança, quero muito construir uma pátria melhor... mas pelo jeito vai ser nesta ordem, pra chegar até o país, vou ter que melhorar primeiro minha família, meu lar, meu trabalho e assim por diante, até que tudo que fizer repercuta nas instâncias superiores e finalmente melhore o Brasil.

Este é o patriotismo que defendo, o patriotismo dos exemplos, um patriotismo realmente concreto. Quando o patriotismo é baseado em uma ficção, em um sentimento que não se sustenta, ele irá se desintegrar.

Os kamikazes (pilotos suicidas japoneses) não se atiravam aos navios americanos com seus aviões-bomba por causa do imperador. O faziam, porque sabiam que um país derrotado em guerra ao ser colonizado, enfrentaria a barbárie do vencedor e assistiria suas crianças morrerem e mulheres serem estupradas nas mãos do inimigo.
Isso explica porque preferiam morrer defendendo suas famílias da invasão ocidental, a ver o país colonizado. No fundo, tudo que fizeram foi em defesa da família... ao proteger o modo de vida japonês, estavam protegendo a pátria.

Na minha singela opinião este é o verdadeiro patriotismo, qual seja, aquele que nasce de baixo para cima (às avessas como disse). Este patriotismo brasileiro (de cima para baixo) que aprendemos nas aulas de Educação Moral e Cívica não é legítimo, e não passa de resquício da ditadura, pois na realidade não se está defendendo a pátria, mas apenas ideias nacionalistas. Em suma, de cima para baixo, não é patriotismo é apenas nacionalismo.

Diante deste paradigma apresentado, que tal começarmos a fazer um lar melhor, solucionar os problemas dos círculos mais próximos e gradativamente, nos associarmos para a construção de um Brasil melhor.

Tenho certeza que começando pelo nosso "quintal" a gente dá um jeito até em Brasília!

Um abraço e até a próxima teoria.


Elvis Almeida

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