terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Teoria XIV - Seja a exceção!

Creio que esta teoria seja o arremate das últimas quatro (teorias X, XI, XII e XIII). Também é um "puxão de orelha" para mim e para quem se dispôr a ler. Com o ano novo se aproximando, não deixa de ser uma motivação para "sacudirmos" o status quo.

Nestes tempos medíocres em que vivemos, seja a exceção!

A arte que sempre teve papel revolucionador, é descartável.
Nossos governantes via de regra são medíocres.
As amizades são tão descartáveis quanto os bens de consumo.

Não fique triste, emputeça-se com sua inércia e seja diferente.
Se é um artista, tente inovar.
Tente ser o melhor na sua profissão.
Não perca seu tempo criticando, participe... quebre o paradigma.
Toda mudança só existe com ação. Transforme sua energia potencial em energia cinética.
Talento não é nada perto da força de vontade.
Se as pessoas não lhe reconhecerem e prestigiarem seu trabalho, não desanime. A história lhe fará justiça. Afinal, você está nessa para quê? Para ser mais uma famosidade? Se for, pare agora de ler e engrosse as fileiras da mediocridade.
Procure construir amizades mais sólidas. Valorize e mantenha as mesmas.

Sucesso e fama são coisas diferentes.
Ao revés de trabalhar para ser rico, trabalhe para ser próspero.

As redes sociais tem sido um reduto da demagogia e um antro para a retórica. Cuidado, não entre no grupo dos manipulados. Ouça sempre os dois lados. Seja desconfiado com os discursos inflamados, pois, v.g., possuem um interesse oculto. Seja mineiro¹.


Reflita sempre. Sincretismo não é sinônimo de confusão.

Está fora de moda, mas seja bom, busque a virtude. Vale a pena.


SEJA A EXCEÇÃO, PORRA!

Um abraço e até a próxima.


Elvis Almeida

Notas:
1. Mineiro tem fama de ser desconfiado.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Teoria XIII - A riqueza empobrece...

Recentemente, durante uma rodada de "fisolofia de buteco" numa festa de premiação, eu soltei a máxima "a riqueza empobrece" e de cara o que mais se destacou foi o antagonismo da frase. Sou muito fã da doutrina Taoísta e por isso, gosto muito de escrever e falar paradoxalmente, como forma de instigar o pensamento racional.

Após o impacto inicial do brocardo, passei a explicar meu ponto de vista e a conversa ficou muito interessante. Portanto, não podia deixar transcrever mais esta teoria, que com certeza, irá agradar a muitos e incomodar outros tantos (risos).

Num primeiro momento, o discurso pode até ter soado socialista, mas garanto que não é. Se tem uma coisa que não sou mais é socialista... é aquela história, "quem não é de esquerda na juventude não tem coração, quem continua de esquerda depois dos 30, não tem juízo" (risos).

Desta forma, o que se busca com esta frase, é instaurar uma reflexão do quanto o dinheiro em excesso pode atrapalhar a vida de uma pessoa.

Não é raro, um emergente, junto com o crescimento patrimonial, experimentar também um crescimento elevado na vaidade, na cobiça, na avareza, na luxúria... etc. Quando tais sentimentos não são do próprio ascendido, também não é raro que tal situação desperte inveja e ira dos que estão ao seu lado.

Uma coisa que um "novo rico" sempre irá experimentar é a mágoa daqueles que "ficaram para trás" e o desprezo daqueles que irão recebê-lo na nova classe.

Mas as mazelas da riqueza não são apenas dos emergentes. Aqueles que herdaram sua riqueza e já fazem parte da elite econômica, também sofrem os sequetros e insegurança. Mas o pior mesmo é a frivolidade das amizades constituídas sob o pálio da riqueza. Com raríssimas exceções, tais pessoas são muito mais colegas de classe (social) que amigos. Enquanto você tiver o status de rico, estarás no paraíso. A qualquer rumor de insolvência, serás tratado como se tivesse se tornado um fora da lei.

Já segue um aviso para os desavisados. Não sou contra o dinheiro e muito menos com o mérito de cada um. Se você está ascendendo socialmente com fruto de seu trabalho honesto, meus sinceros parabéns. Se você já nasceu endinheirado, ótima notícia e mérito de algum ancestral seu que ou soube ganhar ou no mínimo manter a fortuna que herdastes.

Somente reflitam se estão rodeados por pessoas que realmente lhes acrescentem algo. Pense que quando se esbanja dinheiro, é por pura luxúria ou vaidade. Quando se guarda demais, é pura avareza e cobiça. Encontre o ponto de equilíbrio e faça parte da exceção à regra. Não deixe o dinheiro te empobrecer espiritualmente.

Mesmo tendo sido tão massacrada, a classe média talvez seja a aquela que consegue melhor equilíbrio, pois não sofre das mazelas da probreza, e nem se "empobrece" com o excesso de dinheiro.

Por fim podemos concluir que o excesso de bens materiais, empobrecem o caráter do ser humano, salvo raríssimas exceções. Exceções, aliás, que só confirmam a regra.

Um abraço e até a próxima teoria.


Elvis Almeida
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