segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Teoria X - A ignorância é atrevida!

O saudoso escritor lagopratense, meu padrinho na ACADELP (Academia Lagopratense de Letras), Silvério Rocha, repetia sempre o bordão: "a ignorância é atrevida!".

Sábio brocardo este, pois afinal, quem não participa é quem critica. É quase privilégio dos "idiums", dos mal informados, dos alheios aos fatos, a crítica sem moderação, exacerbada e sem fundamentos, ou seja, atrevida.

Complementando a idéia do Silvério, aliás, mais que um complemento eu diria que é até o reverso de seu brocardo, podemos afirmar também que: "A erudição é arrogante!"

Percebam que quanto mais o indivíduo se torna especialista em algum assunto, mais ele desconsidera aqueles que menos sabem do tema.

Eis a diferença entre sábio e erudito. A linha que separa os dois é muito tênue. Ambos possuem vasto conhecimento, mas a maneira de utilizá-lo é bem distinta.

O sábio jamais é arrogante, sabe dosar seu ímpeto para transmitir a informação sem ofender ou menosprezar o próximo.

Sejamos menos afoitos ao debater com os mais simples, será a única forma de sermos admirados ao revés de odiados.

Um abraço e até a próxima teoria.


Elvis Almeida

domingo, 5 de setembro de 2010

Teoria IX - Somos quem queremos ser?

Para ilustrar a teoria de hoje, vou contar um causo (verdadeiro) que aconteceu lá na Comunidade de Bom Jardim, bem antes de eu nascer.

Certa vez, meu avô, que era considerado um homem muito sábio, foi consultado por um jovem que pretendia se casar.

O rapaz chegou para ele e arguiu:
- Olha, você conhece a minha noiva?
- Não sei... - respondeu meu avô.
- É Fulana, filha de Beltrana.
- Ah, sim... pois não?
- Pois é... o pessoal sempre falou muito mal da minha (futura) sogra. Dizem que "chifrava" o marido e que sempre foi sem vergonha. Minha família vive dizendo que minha noiva não tem procedência... o que o Sr. acha?
Meu avô respirou bem fundo, deu um trago no "paieiro" e soltou:
- Olha, você conhece o Capitão?
- Uai, que eu saiba é o melhor cão de caça da região - respondeu o jovem.
- Pois é... e os filhotes dele então, tudo "bão" de caça também. Sei não... mas...
O QUE É DE RAÇA: CAÇA!

Esta história, além de verdadeira, é o substrato desta teoria, que questiona se somos mesmo quem queremos/podemos ser, ou somos aquilo que a natureza nos permite ser?

Acredito que além do meio em que vivemos e do nicho ecológico que a sociedade nos permitiu desempenhar, a genética tem papel fundamental.

Recentemente, estava pensando no quanto eu me pareço com meu pai. Ambos temos a mesma estatura, peso, e calçamos o mesmo número de sapato. E isto são só as características físicas.

As características psicológicas também se assemelham muito... vai além da cultura e educação familiar. Ambos somos ansiosos, críticos, piadistas e esperamos do mundo mais do que ele pode nos dar. Isto sem falar na paixão pelas artes, especialmente a música.

Como diria meu irmão: O "pedigree" é fortíssimo!

É... somos muito do que são/foram nossos pais.

Um abraço e até a próxima teoria!

Elvis Almeida
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