segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Insônia*

Não conseguia dormir...
tudo me despertava,
tudo me assustava.

Depois de horas de insônia...
A mente mais sã,
se torna insana.

Em meu quarto ouvi,
um tilintar bastante agudo,
assustado levantei
por todo o cômodo busquei... encontrei...
era minha calça boca de sino,
que ao vento balançava,
em cima do criado mudo.

Me deitei novamente,
e de repente,
ouvi um estrondo... e num giro
assustado levantei
por todo o cômodo busquei... encontrei...
era minha bota cano curto,
que o vento derrubou,
disparando um tiro.

Uma calça que tilintava,
uma bota que atirava,
só podia ser coisa da minha mente...
O delírio aumentava,
vi o jacaré da minha camiseta do pantanal
nadar no azul piscina da minha camisa social...
estava demente.

Rapidamente...
fechei a janela para evitar o vento,
juntei todas as roupas e pus no assento,
e deitei novamente.

De repente...
mais uma vez o silêncio foi interrompido,
por um som diferente,
um forte gemido... de prazer... não era dor
Destemido... me tranquilizei ao constatar
que era a porta que dava para o corredor!

Ainda sem sono, voltei a deitar.


Elvis Almeida

* Este texto foi baseado numa anedota bem antiga ouvida na infância (desconheço a autoria, quando descobrir farei os devidos créditos), que transformei em versos.

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