segunda-feira, 31 de maio de 2010

Teoria IV - Preguiça... seria mesmo um pecado capital?

Quando Alexandre "O Grande", disse ao filósofo grego Diógenes que este poderia pedir qualquer coisa, até mesmo um reino, ouviu a seguinte resposta:

- Gostaria apenas que você chegasse um pouquinho para esquerda... está atrapalhando o sol.

Bom... o filósofo correu um grande risco, pois um ataque à vaidade de Alexandre, normalmente significava a morte.

Mas vamos combinar, o mundo de hoje está com muita pressa. Antigamente, o indivíduo tinha horário pra tudo, dormir, trabalhar, comer, se lavar... etc. Hoje, levamos serviço pra casa, comemos no escritório, dormimos cada vez menos e manifestamos diversas enfermidades relacionadas ao estresse.

Obviamente a preguiça, quando demais, poderá ser muito prejudicial. Mas colocar um freio no ritmo atual e diminuir um pouco as responsabilidades não seria nada mal. O pecado está no excesso. Um pouco de preguiça não faz mal a ninguém. Aliás, não se trataria sequer de preguiça, mas de levar uma vida com mais simplicidade. Ao revés de vivermos 100 anos em 30, viveríamos 30 anos em 100. Não seria legal?

Qualidade de vida é tudo!

Até a próxima teoria!

Elvis Almeida

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Teoria III - Realmente, seria o homem um animal sociável?

De todas as teorias, talvez esta seja a mais inesperada de todas. Esta teoria foi concebida em conjunto com meu primo (que é biólogo) e questiona alguns fundamentos da sociedade contemporânea.

Obviamente, muitas pessoas, dentre elas sociólogos, cientístas políticos e filósofos irão achar que fiquei maluco de vez, mas tenho certeza que muitos concordarão com a ideia.

Aristóteles disse que o homem é um "zoon politikós", sendo que o adjetivo político, no contexto em que foi escrito, significava um animal que vive na pólis, ou seja, na cidade. Portanto, a expressão aristotélica traduzida (não literalmente) no sentido em que ele queria fundamentar suas teses, era de que o homem é um "animal sociável", ou melhor, que vive em sociedade.

Não podemos imaginar a pólis grega como se fossem nossas cidades de hoje. São inúmeras diferenças, destacando-se o fato das pólis serem verdadeiras "cidades estado", soberanas e independentes, às vezes até rivais. Também a noção de democracia direta realizada por uns poucos homens adultos, chamados de cidadãos (a maior parte da população, mulheres, crianças, escravos e estrangeiros não exercia nenhuma cidadania) diferia muito do papel do cidadão moderno.

Feito este intróito, radicalizemos:

O HOMEM NÃO É UM ANIMAL SOCIÁVEL NO SENTIDO MODERNO DE SOCIEDADE!!!

Expliquemos...

O homem antigo dependia de seu grupo social, mais especificamente daqueles indivíduos mais próximos para viver. Até nos dias de hoje um indivíduo pode retirar-se do convívio social e viver sozinho, mas não irá se reproduzir, interrompendo sua linhagem.

A família é o grupo social mais estreito que temos. É com ela que garantimos nossos instintos de sobrevivência mais básicos, quais sejam, a busca do alimento e a reprodução.

Nos tempos antigos, uma família com mais membros poderia facilmente usurpar a comida da grupos menores. Foi necessário então a organização dos grupos menores em tribos, donde as famílias contavam com maior proteção. Só isso bastaria para a humanidade existir e perpetuar-se, no entanto, com a "evolução social" surgiu o Estado, orgão abstrato e comandado por poucos que impõe normas de conduta mais amplas e genéricas, passando por inúmeras modificações até o surgimento do estado como conhecemos hoje.

Como o Estado é o "organismo" com maior poder na sociedade contemporânea, a existência dos grupos menores só existe por vontade deste. Melhor dizendo, o Estado garante a existência dos "organismos" menores e estes últimos respeitam suas normas, delegando poderes ao primeiro para que a sociedade não desmorone.

Aí está o problema do estado contemporâneo. Instintivamente, o homem vê legitimidade na delegação de poderes exclusivamente para os mais velhos e sábios ou os mais fortes, sempre levando em conta a pessoa do delegado, quem é o homem por trás do "cargo".

Já percebeu que nas eleições sempre tendemos a votar com o candidato e não com o partido (que possui um arcabouço ideológico próprio)?

Isto ocorre, porque nossos instintos mais profundos não nos deixam ver legitimação na delegação de poderes tão amplos e para um "ser" tão abstrato quanto o Estado.

Desta forma, nossa sociedade não está apoiada em terreno sólido, não passando de uma ficção político-jurídica.

Sob este prisma, qual seja, pelas necessidades da sociedade contemporâneas, comparadas às necessidades reais do homem, não somos mais animais sociáveis.

Hodiernamente, as necessidades da sociedade ultrapassam em muito as necessidades da raça humana. A sociedade se tornou uma máquina autônoma, com suas próprias demandas.

A situação se inverteu... não é o homem que precisa da sociedade, e sim a sociedade que precisa do homem para sobreviver. Ao meu ver éramos sociáveis, na visão aristotélica, até o momento em que nos reuníamos pessoalmente ná ágora e decidíamos diretamente nossas demandas. Após isso tudo se tornou uma grande ficção.

Não confunda esta teoria com o anarquismo. Não sou contra o Estado. Só acho que ele está poderoso demais e precisa de freios que realmente funcionem. Só isto!

Até a próxima teoria!


Elvis Almeida

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Teoria II - O Brasil possui bomba atômica?

Meu professor de Direito Internacional falava categoricamente que o Brasil há muito tempo possui a famigerada bomba atômica.

Esta é uma questão muito polêmica e provavelmente já passou pela cabeça de muita gente nas rodas de boteco.

As premissas são as seguintes:
* O conhecimento teórico sobre bombas nucleares não é mais segredo de nenhum estado e pode ser encontrado inclusive na Internet;
* O Brasil possui programa de energia nuclear, portanto, já tem experiência no enriquecimento do urânio desde o período militar (Angra I começou a ser construída no governo Médici e foi inaugurada em 1983);
* Considerando que muitos atos e fatos ocorridos durante a Ditadura Militar continuam ocultos, por razões de segurança nacional (inclusive, hodiernamente, as organizações de Direitos Humanos batalham pela abertura dos arquivos secretos do governo militar).

Tudo nos leva a crer que a possibilidade é muito grande.

A única barreira tecnológica refere-se aos mísseis que possam transportar as ogivas nucleares de modo que ofereça alguma ameaça para outras nações.

Uma arma nuclear, para ser eficiente, necessita de tecnologia suficiente para ultrapassar os escudos antimísseis das nações desenvolvidas. Do contrário, não passará de "projeto de feira de ciências". Esta é a deficiência do Brasil. Mesmo tendo tecnologia para construir uma bomba atômica, não possui tradição (nem tecnologia) na construção de foguetes, fato que dificulta e encarece muito o desenvolvimento de um projeto de defesa nuclear.

Se o Brasil realmente possuir armas nucleares, ao que tudo indica, os mísseis só poderiam ser adquiridos de outras potências, de modo que contra o fornecedor do equipamento, nosso país não conseguirá impor nenhum risco. Afinal, duvido muito que uma potência militar venderia algo pro Brasil, sabendo que pode ser usado contra ela mesma.

É muito comum ouvirmos, principalmente em época de eleições presidenciais, a máxima de que precisamos de uma bomba atômica para garantir a soberania brasileira.

Perguntemos: será que já não temos armas nucleares e por razões de segurança nacional, a informação está sendo sonegada, até como prevenção de retaliações internacionais?

É algo para se refletir!

Até a próxima Teoria.

Elvis Almeida

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Teoria I - Futebol, resultados no mínimo estranhos

E aí pessoal, tudo em cima?

Estou aqui para falar de um assunto que todo mundo gosta, Futebol. Ocorre que todo mundo já deve ter ficado com a pulga atrás da orelha pelo menos alguma vez com o resultado de algumas partidas que influenciaram muito o resultado final de uma copa ou campeonato.

Será que sou apenas eu, ou mais alguém também já teve a impressão de que o resultado da partida foi combinado?

Como é que pode jogadores profissionais (que começaram desde criança) com anos de experiência errarem certos lances, que como diria Fernando Vanucci, "até eu faria"?

Como é que um time inteiro, com escalação ofensiva fica jogando na retranca sem mais nem menos? Como é que uma equipe com atletas super treinados e no auge da forma física começam a cair no campo como se tivessem labirintite?

Como é que um clube perde a partida mesmo nos dando a impressão de que está jogando melhor?

Isto sem falar no famoso apito amigo?!!

Diante destes acontecimentos tão estranhos, eu sempre me refiro ao Futebol como "teatro da bola". Posso até parecer neurótico, mas tudo nos dá a impressão de que maior parte dos resultados são combinados. Que um clube que possui uma carteira de patrocinadores mais influentes, salários mais altos, um plantel de craques mais popular e caro, ou seja, tem mais a perder caso os resultados sejam ruins, costuma sempre ser o campeão brasileiro... etc.

Não estou generalizando... nem para um lado, nem para o outro. Mas que existe a possibilidade de tudo ser arranjado, isto tem. Fazer parecer que é real, melhor dizendo, dar teatralidade ao esporte, é a coisa mais fácil do mundo. Lembremos que se Nelson Piquet Jr. não tivesse revelado ao mundo que seu acidente foi proposital (ou melhor, não foi acidente), ninguém nunca iria saber de nada.

Toda esta Teoria não é nenhuma acusação a nenhum clube específico, mas apenas um alerta... um ponto de reflexão.

Será que vale a pena romper uma amizade por divergências futebolísticas? Pior, será que vale a pena brigar, ferir e até matar, por um espetáculo que pode ter sido armado? Reflitamos sobre isso, e mesmo torcendo, não façamos disso uma sina.

Como diria Nero, "ao povo, pão e circo"!

Até a próxima Teoria.

Elvis Almeida

Bem Vindos ao Meu Novo Blog!!!

Olá pessoal, tudo OK?

Meus amigos me disseram hoje que eu sempre tenho uma teoria para qualquer coisa ou assunto. Diante da afirmativa fiquei inspirado e resolvi escrever este blog. Meu intuito é falar de tudo que eu sempre quis falar (e falei nas rodas de boteco), transmitindo para curiosos como eu todas conjeturas que faço nos mais diversos assuntos, como Direito, Música, Eletrônica, Informática, Política, Saúde, História, Curiosidades e qualquer outro tema que me der na "telha".

Um abraço e nos encontramos em breve com minha 1ª teoria!

Elvis Almeida
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