terça-feira, 23 de dezembro de 2014

MENSAGEM DE FIM DE ANO - 2014/2015

2014 foi um ano difícil! Que 2015 seja melhor!


Já começo a mensagem com esta conclusão inafastável de que 2014 foi um ano difícil, pelo menos para a maioria dos brasileiros (me incluo nesta lista).

Para mim foi um ano de altos e baixos. Já em janeiro vivi a maior emoção de minha vida, a paternidade (o ponto mais alto, aliás). Mas também tive muitas frustrações no decorrer do ano.

Foram projetos que não consegui concluir, outros que sequer saíram do papel, mas muitos tiveram sucesso e me realizaram bastante. Financeiramente não foi meu pior ano, mas foi longe de ser o melhor.

Tive o dissabor de assistir a nação se dividir entre extremos fictícios, inventados por pessoas desqualificadas que, por omissão dos bons, assumiram funções de poder na sociedade.

Também me decepcionei com a extrema velocidade com que a irracionalidade está se espalhando pelo Brasil. Estamos vivendo um período de total "descontrucionismo da razão"! E isto é sério e precisa mudar.

Mas isto não é motivo para se entregar. E não vou esmorecer... continuo um patriota (do meu jeito, pode conferir minha teoria sobre o patriotismo), e assim, continuarei seguindo na batalha para construir um futuro melhor.

Então desejo (a todos indistintamente) Boas Festas e que no próximo ano, não falte forças para transformar positivamente a realidade.

Que quando pintar aquele desânimo, que Deus lhe dê forças para romper os obstáculos. Que quando algo lhe indignar, que ao revés de ira, Deus acalme seu espírito e lhe apresente soluções. Que quando for tentado a fazer algo de errado, Deus lhe mostre o caminho da retidão. Que quando lhe faltar compaixão, seja concedida sabedoria para corrigir as mazelas.

Que 2015 seja melhor! Muito melhor!

Um abraço!


Elvis Almeida

terça-feira, 25 de março de 2014

Nota sobre a aprovação da Câmara sobre o Marco Civil da Internet

Mais burocracia e pouca solução aos verdadeiros problemas da Internet brasileira.


Hoje foi aprovado pela Câmara dos Deputados o projeto de Lei que institui o Marco Civil da Internet Brasileira. A proposta ainda segue para o Senado que pode alterar significativamente o projeto de lei. Pode, mas acredito que não vai. Até porque, ultimamente Senado tem andado muito "entrosado" com o Governo e este quer celeridade nas votações.

Analisando superficialmente a questão, já consigo de "prima" verificar que além da tradicional burrada de achar que tudo se resolve através de lei e com criação de sanções cíveis, administrativas e criminais (aqui ainda mais absurdo), o texto demonstra que foi elaborado por gente que não entende nada de Internet.

Esperamos que as negociações do Planalto com o Senado não forcem a continuar com um texto tão imaturo, ou ainda pior, que se adicionem emendas que piorem ainda mais o texto original.

A meu ver a tão divulgada "neutralidade" de acesso, em nada ajuda o Internauta. E se eu quiser ter somente TV com uma conexão IP? Pelo texto, as empresas de telecomunicações estão proibidas de vender este tipo de acesso.
Este tipo de proibição, penso eu, também padece de inconstitucionalidade, pois fere de morte o Princípio da Livre Iniciativa, aliás, princípio este sempre esquecido pelos algozes neossocialistas que dirigem nosso país.

Creio que o maior prejuízo será para as empresas de Marketing Digital, pois com o texto atual, o uso de DART cookies para rastrear as preferências temáticas do usuário se tornará prática ilícita.
Com isso, quem utiliza programas de afiliados em sites e blogs (se o texto for aprovado) sofrerão uma queda abrupta de rentabilidade quase imediata. É o fim do marketing "one-to-one" e um retorno (retrocesso) à publicidade de massas.

Não me interpretem mal, por favor, não sou contra uma regulamentação da Internet. Pelo contrário, precisamos sim elaborar textos normativos que propiciem o desenvolvimento tecnológico, sem perder de vista a privacidade e o poder de escolha do internauta. Mas jamais me peçam para apoiar um texto cuja motivação é exclusivamente retaliar o governo e empresas dos USA, por conta daquele escândalo de espionagem de mensagens de nossa "presidenta". Ela que use dos tratados e convenções internacionais, que recorra à côrte de Haia, que são os mecanismos mais adequados para a solução da controvérsia.

Infelizmente, é mais uma lei feita "à toque de caixa" e que não refletiu a opinião de quem realmente trabalha no segmento. Além disso, a referida lei (se aprovada e sancionada) também terá um efeito de judicializar questões que antes eram realizadas administrativamente. Desta forma, o Poder Judiciário também pode se preparar para uma "enxurrada" de ações que irão se suceder à aprovação.

É aguardar para ver.

Elvis Almeida



Atualização: Hoje, dia 22 de abril de 2014, o Senado aprovou "a toque de caixa" o projeto de lei do Marco Civil da Internet. Não foi sequer oferecida nenhuma emenda e agora segue para sanção da Presidente. Infelizmente a base governista foi preponderante e agora já podem balançar as folhas do texto aprovado como uma bandeira à sua irresponsabilidade. A questão agora é de interpretação e de controle repressivo da constitucionalidade do texto (seja concentrado ou difuso). Vamos aguardar o que o Judiciário tem a dizer sobre a tão "festejada" lei.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Teoria XVI - A difícil escolha entre cocô e bosta

Quem conheceu meu avô, Sr. Funico, conta que apesar pouca instrução, era um sujeito muito sábio. Frequentemente era procurado por mais jovens, que buscavam aconselhamento sobre os mais diversos temas.

Diz a lenda que quando dava seus conselhos, ele sempre aproveitava para emplacar um de seus brocardos, sendo que alguns chegavam a ser verdadeiras pérolas.

Hoje falarei sobre um, que apesar de não ser o seu preferido, tem tudo a ver com o momento em que vivemos.

Não é raro, diante da realidade fenomênica, termos apenas duas opções de escolha, seja em relação à um produto, um candidato nas eleições, um caminho a seguir... etc. Também não é raro, encontrarmos situações, que apesar de mais de uma opção, tudo não passa de "mais do mesmo". Melhor dizendo, nenhuma das alternativas é satisfatória. Ou todas são ruins, ou ainda que não inteiramente sofríveis, as escolhas sempre levarão a uma consequência indesejada.

Nestas situações meu avô dizia: "Entre cocô e bosta, não há o que escolher!"

Este brocardo que a primeira vista está se referindo exclusivamente ao "excremento sólido/pastoso expelido pela cavidade anal dos mamíferos", tem significado muito mais amplo, pois considera a difícil escolha entre caminhos que são uma verdadeira "merda".

O alcance do ditado pode ser ainda maior. Fazendo uma reflexão mais profunda, podemos dizer que "cocô", nada mais é que um eufemismo para o excremento. Já o termo "bosta" é uma vulgarização, banalização da "cagada" e costumeiramente o utilizamos para descrever situações ruins.

Na prática, por mais que alguns tentem esconder uma alternativa ruim, "perfumando a bosta", dando nomes "carinhosos" como cocô, caca ou caquinha, por detrás sempre será o mesmo excremento, ou seja, sempre uma opção indesejada.

Portanto, esta teoria é um alerta. Devemos ter cuidado ao analisar as propostas e alternativas. Sempre que estivermos diante da difícil escolha entre cocô e bosta, o ideal é não escolher nenhuma e tentar achar uma terceira alternativa.

Um abraço e até a próxima teoria.

Elvis Almeida
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